CULTURA DE SEGURANÇA

Por: João Santos

Pouco se fala nesse tema que é de suma importância, seja qual seguimento for, e na segurança condominial não poderia ser diferente.

Portanto, quando falamos em projetos de segurança, devemos contemplar três fases importantes.

A primeira é a elaboração do projeto, que deve ser realizada por profissionais e empresas conhecedoras do seguimento condominial.

A segunda é a implantação de forma correta, com acompanhamento de especialistas, a infraestrutura bem realizada é um ponto fundamental, e poucos valorizam.

A terceira e última, é a utilização dos recursos disponibilizados de forma correta e sua devida manutenção.

O tempo passa e o projeto vai se deteriorando.

Após a implantação do projeto e entregue para o  condomínio, existe uma tendência em esquecer de cuidar do que foi conseguido muitas vezes com muita dificuldade para aprovação.

Senhores síndicos, antes de solicitarem mais e mais recursos, primeiramente verifique se os recursos existentes estão sendo utilizados de forma correta, valorize o que já existe.

Estou falando de homens, tecnologias e, principalmente, procedimentos e manutenções.

Você sabia que precisa dar a devida manutenção até mesmo nos procedimentos formais, pois os cenários mudam e procedimentos tendem a ficarem obsoletos ou pior não foram revisados, portanto não contemplam mudanças que ocorreram no escopo.

Ter uma cultura de obediência a procedimentos não é fácil.

Eu sei o quanto é difícil manter um procedimento “vivo”, mas isso deve ser uma luta diária, caso contrário, é se iludir e não haverá segurança.

Procedimento é a palavra-chave, e o melhor: não tem custo. Uma

vez confeccionado e implantado, pode ser usado à vontade, pois já

está pago.

É comum chegarmos em um condomínio, e em alguns minutos, encontrarmos situações de desleixo absurdas, como cadeados de portões que nunca foram utilizados, extintores vencidos, sensores de presença obstruídos, portões abertos em áreas sensíveis, como por exemplo: estação de energia elétrica, lâmpadas queimadas, portões de acesso à rua sem a devida manutenção, vulnerabilizando o condomínio entre tantos outros.

Meus amigos, eu tenho investido incansavelmente em orientá-los quanto à correta utilização dos recursos disponíveis, de nada adianta disponibilizar mais recursos se os existentes estão sendo subutilizados.

Em linhas gerais, cultura de segurança é entender que precisa olhar de forma macro para todos os equipamentos do sistema de segurança, conforme mencionei ao longo deste artigo. Tudo deve estar funcionando conforme previsto e estabelecido. É uma missão diária e infindável.

Sugiro uma grande reflexão sobre este tema

Cultura de segurança.

Um abraço e até a próxima.

João Santos

Palestrante, escritor, professor e Gerente de Segurança

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